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26 de fevereiro de 2018

Bolsonaro é recebido no Japão aos gritos de "Mito"

O deputado e candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro está realizando um tour pela Ásia.

No último domingo (25) ele desembarcou na estação de trem de Hamamatsu, no Japão e foi recebido pelos brasileiros aos gritos de "mito". Os japoneses que estavam no local ficaram surpresos, chegando a perguntar quem era a celebridade que estava causando aquela movimentação.

Hamamastu concentra a maior parte de brasileiros em terras japonesas -são 9.165 conterrâneos do pré-candidato à Presidência, segundo censo divulgado pelo Ministério da Justiça em 2016.

Bolsonaro viaja acompanhado de três de seus filhos e dos também deputados Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e Luiz Nishimori (PR-PR).

Após se encontrar com o cônsul brasileiro em Hamamatsu, Ernesto Otto Rubarth, e tirar foto com os fãs na plataforma da estação, Bolsonaro seguiu a pé por cerca de 300 metros até o restaurante Servitu, onde era esperado para dar uma palestra para 350 pessoas e para um almoço. No caminho, ganhou uma chapéu de bambu típico do Japão, que manteve na cabeça.

Em frente ao restaurante, o designer Eduardo Henrique Kageyama dispôs sobre uma mesa 100 camisetas com a estampa do "Bolsomito, nosso futuro presidente que vai por ordem no país" e esperava vender todas por 2.500 ienes (75 Reais) cada.

Antes de discursar, Bolsonaro bateu continência para a bandeira japonesa e elogiou o país:
"Quando olhamos para o nosso Brasil, vemos que temos tudo, riquezas minerais, biodiversidade, energia hidráulica, eólica, solar, costas maravilhosas, mas temos uma classe política lamentável".


O deputado também criticou a presença chinesa no Brasil:
"A China está comprando terras agricultáveis do Brasil e isso é preocupante porque a nossa segurança alimentar brevemente estará nas mãos dos estrangeiros. Não quero brigar com país nenhum nem impedir o comércio, mas não podemos vender o Brasil"




Bolsonaro terminou seu discurso falando de segurança e defendeu armar as mulheres do país como forma de combater a violência doméstica.
"A mulher vai querer aquela palhaçada da Lei do Feminicídio? Tem que ter uma pistola em casa. O vagabundo quando quer fazer uma maldade para uma mulher já sabe que ele está errado, mas se a mulher tiver uma arma em casa ele não vai fazer besteira".



Com informações de Notícias ao Minuto
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